Matéria publicada em 27/09/2017


INÉRCIA

Quanto custa sua inércia?

Adiar decisões pode ter um preço alto para seu bolso. Veja como mudar em 7 passos

Imagine a seguinte situação: uma pessoa se aposenta e começa a receber metade do salário anterior. No fundo, ela sabe que se tomar algumas medidas, como cortar gastos, negociar o contrato com a prestadora de telefonia, mudar para uma casa menor ou vender o carro, conseguirá ajustar suas contas ao novo orçamento e poderá ter mais folga financeira e qualidade de vida. Mesmo assim, resiste e sempre arranja um motivo para adiar essas decisões. Em seis meses, estará endividada e sem conseguir pagar as contas.

Quem de nós não conhece histórias parecidas na família, na vizinhança ou até na própria vida? Mesmo quando a solução parece tão óbvia, por que será que teimamos em adiar decisões ou providências importantes que podem nos livrar de prejuízos?

A resposta está na inércia, um princípio da física que significa a capacidade que a matéria tem de resistir à mudança de movimento. Trazendo esse conceito para o dia a dia, podemos dizer que postergar decisões é uma forma de resistir às mudanças não desejadas ou temidas.

Quando você adia seus exames médicos periódicos, por exemplo, pode ser por medo de descobrir que terá de fazer mudanças na alimentação ou começar um programa de exercícios físicos. O problema é que empurrar a data dos exames pode levar ao agravamento de doenças e complicações, gerando desconforto, perda de tempo e gastos no futuro.

Para muitas empresas de serviços com cobrança mensal, a inércia é uma boa fonte de lucro. A editora sabe que só precisa convencer a pessoa a contratar a assinatura de jornal para ter essa venda garantida por um longo período, já que poucos se dispõem a ligar e cancelar o recebimento dos exemplares. E assim, ao adiar a decisão de suspender serviços que não usa, acaba gastando dinheiro à toa.

Se você se identificou com alguma dessas situações, arregace as mangas, pegue um pedaço de papel, um telefone ou computador e siga os 7 passos para sair da inércia.

• Faça uma lista de todos os serviços recorrentes: Olhe seu orçamento e identifique os valores que todo mês caem automaticamente na sua conta. Academia, cursos, assinaturas de jornal, provedores de internet, entre outros. Em uma coluna, escreva o nome de cada item e ao lado, o valor pago mensalmente. Para ajudar você a lembrar, veja alguns gastos invisíveis que você pode estar pagando sem se dar conta.

• Marque na sua lista os serviços que você não usa: Pense naquela mensalidade da academia que você não frequenta, mas continua pagando, na conta do banco que está inativa há tempos e você ainda não cancelou,entre outras.

• Pegue o telefone ou acesse a internet e ligue já: Sem pensar muito, faça contato com as empresas que prestam esses serviços e procure cancelar ou negociar a utilização. Procure ficar calmo e firme, pois elas tentarão convencê-lo a se manter na inércia, não permita isso.

• Desapegue: Tem algo na casa que você não usa? Aproveite para desapegar, anuncie na internet, troque ou faça uma doação. Você pode até conseguir um bom dinheiro com a venda e, no mínimo, deixará sua casa mais espaçosa.

• Tem contas pendentes? Não deixe virar uma bola de neve: Veja quanto conseguiu economizar ou lucrar com as medidas acima e procure os credores para negociar e parcelar dívidas ou pendências

• Agora vamos cuidar da saúde: Se você é daqueles que adia seus exames periódicos, entre em contato agora com seu plano de saúde ou procure um posto de saúde ou unidade do SUS e agende uma consulta no clínico geral.

• Planeje grandes mudanças: Se você já teve ou pode prever uma futura queda nas entradas de dinheiro por alguma mudança como perda do emprego ou aposentadoria, não adie as decisões. Calcule o novo orçamento e repense seus grandes gastos, como aluguel, parcelas do carro e escola dos filhos.

Mudanças na alocação em Renda Variável da CargillPrev

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