Investimentos

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Mensagem Diretoria de Investimentos

A gestão dos recursos na CargillPrev é conduzida com base em processos estruturados, decisões técnicas e disciplina operacional, sempre orientada pela visão de longo prazo que caracteriza a previdência complementar. Em um ambiente econômico cada vez mais complexo, o rigor na tomada de decisões e a observância das normas legais e regulatórias permanecem como pilares fundamentais para a proteção do patrimônio dos participantes.

Ao longo de 2025, reforçamos ainda mais nossa estrutura de investimentos e governança. O período foi marcado pela atualização dos gestores de recursos, passando a contar com instituições de referência no mercado na gestão das carteiras. Esse movimento contribuiu para o fortalecimento dos controles, o aumento da eficiência operacional e o alinhamento contínuo às melhores práticas do setor.

Nossa estrutura de governança permanece robusta, com custódia e administração fiduciária que asseguram o adequado monitoramento dos investimentos, o cumprimento da Política de Investimentos e a observância de todos os requisitos legais e regulatórios aplicáveis. Esses processos são acompanhados de forma contínua pelos órgãos de supervisão, incluindo a Previc, e avaliados por instâncias independentes, reforçando a transparência e a qualidade da gestão adotada pela CargillPrev.

Cenário econômico 2025

O ano de 2025 foi marcado por um ambiente econômico de contrastes, combinando momentos de maior otimismo com períodos de elevada cautela por parte dos mercados. No cenário internacional, a política econômica e comercial dos Estados Unidos teve papel central na formação das expectativas, ao mesmo tempo em que, no Brasil, permaneceram em destaque as preocupações com inflação, política monetária e dinâmica fiscal.

Nos Estados Unidos, o segundo mandato do presidente Donald Trump trouxe medidas tarifárias relevantes, aumentando a imprevisibilidade do ambiente global e contribuindo para uma reavaliação das perspectivas de crescimento, inflação e comércio internacional. Esse contexto elevou a volatilidade dos mercados e exigiu maior prudência por parte dos investidores, especialmente diante dos possíveis impactos sobre cadeias produtivas, preços e fluxos de capital.

Nesse ambiente, a taxa básica de juros americana (Fed Funds) permaneceu estável grande parte de 2025, refletindo as incertezas associadas à política comercial, à trajetória inflacionária e ao ritmo da atividade econômica. Ao final do ano, diante de sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho, o Federal Reserve iniciou um ciclo de cortes, encerrando o período com juros em 3,75%. A inflação, embora em desaceleração, terminou 2025 em 2,7%, ainda acima da meta de 2%. Mesmo com a volatilidade ao longo do ano, os principais índices acionários registraram desempenho positivo no encerramento do período: o S&P 500 avançou 16,39%, o Dow Jones subiu 12,97% e o Nasdaq 100 teve alta de 20,2%.

No Brasil, o Banco Central adotou uma postura mais restritiva para conter a inflação e evitar a desancoragem das expectativas. A taxa Selic, que iniciou o ano em 12,25%, foi elevada para 15% e permaneceu nesse patamar até dezembro. Esse movimento refletiu preocupações com o cenário fiscal, a volatilidade cambial e os efeitos climáticos sobre os preços de alimentos e energia. Ao longo de boa parte do ano, o IPCA permaneceu acima de 5%, encerrando 2025 em 4,26%.

Apesar do ambiente de juros elevados, o mercado acionário brasileiro apresentou um desempenho bastante positivo. O Ibovespa foi favorecido pela entrada de investidores estrangeiros, pela resiliência do setor bancário e pelo bom momento das empresas exportadoras de commodities, especialmente no segmento de petróleo e minério de ferro. Além disso, a reorganização dos fluxos globais de comércio e os efeitos indiretos das disputas entre grandes economias também abriram espaço para oportunidades em mercados emergentes, entre eles o Brasil.

De forma geral, 2025 foi um ano em que a combinação de juros elevados, desafios inflacionários e maior sensibilidade dos mercados aos riscos fiscais e geopolíticos reforçou a importância da diversificação, da disciplina de alocação e do acompanhamento contínuo dos riscos. Em um contexto como esse, a qualidade da governança e a consistência dos processos de investimento tornam-se ainda mais relevantes para a preservação e a geração de valor no longo prazo.

Em relação aos principais índices de mercado em 2025, destacam-se os seguintes desempenhos: CDI (14,32%), IFIX (21,14%), Ibovespa (33,95%), SMLL (30,70%), MSCI World em reais (6,17%), IMA-B (13,17%) e a variação do dólar frente ao real, que encerrou o período com queda de 11,14%.

Expectativas para 2026

O ano de 2026 deve seguir marcado por um ambiente econômico desafiador. No cenário internacional, a política econômica dos Estados Unidos, o ritmo de crescimento global e as tensões geopolíticas continuam como importantes vetores de risco, com impactos diretos sobre inflação, juros e fluxos de capital para mercados emergentes. No Brasil, a atenção permanece voltada à condução da política fiscal, ao processo eleitoral e à atuação do Banco Central.

Diante desse cenário, a manutenção de uma estrutura de governança sólida, aliada à atuação de gestores e prestadores de serviços de primeira linha, seguirá como um dos principais pilares para atravessar períodos de maior volatilidade e capturar valor de forma consistente. Nosso objetivo permanece o mesmo: preservar e fortalecer, ao longo do tempo, o patrimônio previdenciário de nossos participantes.

Eduardo Koga – Diretor de Investimentos e AETQ