Nos Estados Unidos, o FOMC decidiu por manter a taxa de juros no patamar atual (3,5%~3,75%). A decisão foi motivada por uma tímida criação de novos empregos, inflação ainda elevada e conflitos no Oriente Médio. A taxa de desemprego subiu de 4,3% em janeiro para 4,4% no mês de fevereiro. O emprego apresentou baixa no setor de assistência médica, decorrente de greves. Também houve perda de vagas no governo federal e setor da informação. O CPI de fevereiro foi de 0,3% (2,4% anualizado), com aumentos nas categorias de moradia (0,2%) e comida (0,4%). Houve inflação acentuada em energia (0,6%).
As Bolsas dos EUA encerraram o mês em queda. O mercado apresentou temores com o fechamento do estreito de Ormuz e, consequentemente, com o aumento do preço do barril de petróleo. Com isso, houve uma quebra de expectativas sobre início do corte de juros. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: -5,09%; Dow Jones: -5,38% e Nasdaq 100: -5,01%.
A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 1,7% (anualizada) em janeiro para 1,9% em fevereiro. As maiores pressões inflacionárias vieram do setor de serviços (1,54%), alimentos, álcool e tabaco (0,48%). Já os preços da energia apresentaram uma retração tímida (-0,30%). O Banco Central Europeu decidiu em manter as taxas de juros inalteradas por receio dos impactos inflacionários provenientes dos conflitos no Oriente Médio.
O IPCA de fevereiro no Brasil registrou variação de 0,70%, 0,37 p.p. acima do registrado em janeiro e acumulou uma alta de 3,81% nos últimos 12 meses. A maior variação veio do grupo Educação (5,21%), afetado pelos reajustes nas mensalidades das escolas e cursos no começo do ano letivo. Na sequência, Transportes (0,74%) refletiu, principalmente, o aumento das passagens aéreas (11,40%). As menores variações vieram dos grupos Vestuário (0,16%), Comunicação (0,15%) e Artigos de Residência (0,13%).
O COPOM decidiu, por unanimidade, cortar a taxa Selic em 0,25%, ao patamar de 14,75% ao ano. A baixa intensidade do corte foi justificada por uma desaceleração econômica, expectativa da inflação para este ano ainda acima da meta, fomento do pleno emprego e incerteza sobre o impacto do cenário geopolítico na inflação.
Em relação aos principais índices de mercado no mês de fevereiro, destacam-se o CDI, com 1,21%, IFIX com -1,06%, o IBOVESPA, com -0,70%, o SMLL, com -5,77%, o MSCI WORLD (BRL), com -5,28%, o IMA-B, com 0,17% e o Dólar (PTAX), com 1,36%.
Confira como foi a performance dos indicadores de mercado e a alocação dos Perfis de Investimento da CargillPrev por classes de ativos.
| ÍNDICES DE MERCADO | CDI | Ibovespa |
|---|---|---|
| Março/2026 | 1,21% | -0,70% |
|
CLASSES |
RENDA |
RENDA |
MULTIMERCADO | EXTERIOR |
|---|---|---|---|---|
| SUPER CONSERVADOR | 100,00% | 0,00% | 0,00% | 0,00% |
| CONSERVADOR | 94,22% | 0,00% | 5,78% | 0,00% |
| MODERADO | 81,50% | 10,40% | 8,10% | 0,00% |
| ARROJADO | 63,29% | 25,94% | 10,77% | 0,00% |
| SUPER ARROJADO | 42,39% | 44,10% | 13,52% | 0,00% |
| Consolidado | Últimos 12 meses |
RETORNO ACIMA
|
PERCENTUAL DO CDI |
|---|---|---|---|
| SUPER CONSERVADOR | 14,52% | 10,38% | 98,22% |
| CONSERVADOR | 14,30% | 10,16% | 96,72% |
| MODERADO | 16,98% | 12,83% | 114,80% |
| ARROJADO | 20,52% | 16,37% | 138,73% |
| SUPER ARROJADO | 25,37% | 21,23% | 171,58% |
Todo mês uma nova análise de investimentos. Acompanhe nosso boletim e aproveite.
Até a próxima,
Eduardo Koga
Diretor de Investimentos CargillPrev
