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Boletim de Investimentos

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ABRIL – 2026

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Nos Estados Unidos, o FOMC decidiu por manter novamente a taxa de juros no patamar atual (3,5%~3,75%). A decisão marca a última reunião de Powell como presidente do FED, e foi motivada por uma tímida criação de novos empregos, sinais de estabilização na taxa de desemprego, inflação ainda elevada e contexto geopolítico. A taxa de desemprego caiu de 4,4% em fevereiro para 4,3% no mês de março, com baixa na esfera pública-federal. Houve ganhos nos setores de saúde, construção e logística. O CPI de março foi de 0,9% (3,3% anualizado), e o destaque foi uma inflação acentuada em energia (10,9%), decorrente principalmente de um aumento drástico na gasolina (21,2%). O aumento no preço dos combustíveis é uma consequência direta do conflito no Oriente Médio.

As Bolsas dos EUA encerraram o mês com retornos positivos, apesar da volatilidade no preço do barril do petróleo, puxadas principalmente pela indústria de tecnologia e resultados positivos em empresas de outros setores. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: 10,42%; Dow Jones: 7,14% e Nasdaq 100: 15,66%.  

A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 1,9% (anualizada) em fevereiro para 2,6% em março. As maiores pressões inflacionárias vieram do setor de serviços (1,49%), energia (0,48%), alimentos, álcool e tabaco (0,45%). O BCE decidiu em manter as taxas de juros inalteradas por receio do encarecimento de bens energéticos.  

O IPCA de março no Brasil registrou variação de 0,88% e acumulou uma alta de 4,14% nos últimos 12 meses. A maior variação veio do grupo Transportes (1,64%), impactado principalmente pela gasolina (4,59%) e óleo diesel (13,90%). Também podemos destacar a alta do grupo Alimentação e Bebidas (1,56%) que foi impulsionada por hortaliças. Já a alta dos alimentos é proveniente de efeitos climáticos, aumento da demanda internacional e do custo de insumos (principalmente fertilizantes). O grupo Educação apresentou a menor variação (0,02%), após os reajustes de fevereiro.

O COPOM decidiu, por unanimidade, cortar a taxa Selic em 0,25%, ao patamar de 14,5% ao ano. As justificativas para um novo corte, no mesmo patamar do anterior, foram a suavização da atividade econômica, fomento do pleno emprego e ausência de um prejuízo à estabilidade dos preços. A autarquia reforça sua atenção ao cenário geopolítico no Oriente Médio.

Em relação aos principais índices de mercado no mês de abril, destacam-se o CDI, com 1,09%, IFIX com 1,53%, o IBOVESPA, com -0,08%, o SMLL, com -3,16%, o MSCI WORLD (BRL), com 4,61%, o IMA-B, com 1,81% e o Dólar (PTAX), com -4,42%.

Confira como foi a performance dos indicadores de mercado e a alocação dos Perfis de Investimento da CargillPrev por classes de ativos.

ÍNDICES DE MERCADO CDI Ibovespa
Abril/2026 1,09% -0,08%

CLASSES
DE ATIVOS

RENDA
FIXA

RENDA
VARIÁVEL

MULTIMERCADO EXTERIOR
SUPER CONSERVADOR 100,00% 0,00% 0,00% 0,00%
CONSERVADOR 94,43% 0,00% 5,57% 0,00%
MODERADO 81,89% 10,12% 7,99% 0,00%
ARROJADO 63,93% 25,34% 10,73% 0,00%
SUPER ARROJADO 42,38% 43,98% 13,64% 0,00%
Consolidado Últimos 12 meses

RETORNO ACIMA
DA INFLAÇÃO

PERCENTUAL DO CDI
SUPER CONSERVADOR 14,58% 10,19% 98,34%
CONSERVADOR 13,70% 9,31% 92,39%
MODERADO 15,87% 11,48% 107,02%
ARROJADO 18,43% 14,03% 124,28%
SUPER ARROJADO 22,21% 17,82% 149,78%

Todo mês uma nova análise de investimentos. Acompanhe nosso boletim e aproveite.

Até a próxima,

Eduardo Koga

Diretor de Investimentos CargillPrev

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