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Boletim de Investimentos

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MAIO – 2026

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A taxa de juros dos EUA situa-se no intervalo de 3,5%~3,75% e o mercado projeta a manutenção da taxa para a reunião do FOMC, em 17 de junho. O encontro marcará a estreia de Warsh na presidência do Federal Reserve sob um cenário misto: embora o desemprego de abril tenha se estabilizado em 4,3%, com perdas no setor público compensadas pela resiliência em saúde e logística, a inflação segue sob pressão. O CPI de abril acelerou 0,6% (3,8% no acumulado de 12 meses), depois de ter aumentado 0,9% em março. O índice foi impulsionado pela alta nos preços de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio, além de pressões persistentes em moradia (0,6%) e alimentação (0,5%).

As Bolsas dos EUA encerraram o mês com retornos positivos, principalmente devido à alta demanda por ações de empresas de tecnologia e IA, dado que outros setores ainda sofrem com a crise do petróleo. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: 5,15%; Dow Jones: 2,78% e Nasdaq 100: 10,49%.

A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 2,6% (anualizada) em março, para 3,0% em abril. As maiores pressões inflacionárias do mês vieram do setor de serviços (1,38%), energia (0,99%), alimentos, álcool e tabaco (0,46%).

O IPCA de abril registrou variação de 0,67% e acumulou alta de 2,60% no ano, ou 4,39% anualizado. A maior variação veio do grupo Alimentação e Bebidas (1,34%), e o aumento no preço dos alimentos foi justificado por efeitos climáticos e elevação do custo do frete pela alta dos combustíveis. A segunda maior alta veio de Saúde e cuidados pessoais (1,16%), decorrente da alta dos produtos farmacêuticos (1,77%), após a aprovação de reajustes no preço de medicamentos.

A Selic em 14,5% ao ano reflete o endurecimento das condições macroeconômicas. O Relatório Focus aponta para uma trajetória de elevação no IPCA, pressionada pela alta dos combustíveis e gastos públicos. Diante disso, as projeções para o ciclo da Selic foram revisadas: a expectativa agora é de uma redução menos intensa e de menor duração, contrastando com o otimismo observado na abertura de 2026.

Em relação aos principais índices de mercado no mês de maio, destacam-se o CDI, com 1,07%, IFIX com -1,33%, o IBOVESPA, com -7,22%, o SMLL, com -3,66%, o MSCI WORLD (BRL), com 4,33%, o IMA-B, com 0,31% e o Dólar (PTAX), com 1,37%.

Confira como foi a performance dos indicadores de mercado e a alocação dos Perfis de Investimento da CargillPrev por classes de ativos.

ÍNDICES DE MERCADO CDI Ibovespa
Maio/2026 1,07% -7,22%

CLASSES
DE ATIVOS

RENDA
FIXA

RENDA
VARIÁVEL

MULTIMERCADO EXTERIOR
SUPER CONSERVADOR 100,00% 0,00% 0,00% 0,00%
CONSERVADOR 94,46% 0,00% 5,54% 0,00%
MODERADO 82,81% 9,23% 7,96% 0,00%
ARROJADO 65,76% 23,45% 10,80% 0,00%
SUPER ARROJADO 43,67% 42,48% 13,85% 0,00%
Consolidado Últimos 12 meses

RETORNO ACIMA
DA INFLAÇÃO

PERCENTUAL DO CDI
SUPER CONSERVADOR 14,50% 9,78% 98,28%
CONSERVADOR 13,45% 8,73% 91,18%
MODERADO 14,38% 9,66% 97,46%
ARROJADO 15,10% 10,38% 102,35%
SUPER ARROJADO 16,59% 11,86% 112,41%

Todo mês uma nova análise de investimentos. Acompanhe nosso boletim e aproveite.

Até a próxima,

Eduardo Koga

Diretor de Investimentos CargillPrev

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