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Boletim de Investimentos

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JUNHO – 2026

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A taxa de juros dos EUA se manteve no intervalo de 3,5%~3,75% e a maior parte do mercado projeta a manutenção da taxa para a próxima reunião do FOMC, em 29 de julho. O comitê de junho marcou a estreia de Warsh na presidência do Federal Reserve, e ele afirmou que não pretende adotar comunicações de foward guidance. A taxa de desemprego de maio se manteve em 4,3%. O CPI de maio variou positivamente em 0,5% (4,2% anualizado), depois de ter aumentado 0,6% em abril. O índice foi pressionado pela alta nos preços de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio, além de pressões persistentes em moradia (0,3%) e alimentação (0,2%).

As Bolsas dos EUA encerraram o mês com retornos mistos – o principal motivo foi uma reprecificação das ações do setor de tecnologia, após as fortes altas anteriores. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: -1,06%; Dow Jones: 2,52% e Nasdaq 100: -0,18%.

A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 3% (anualizada) em abril, para 3,2% em maio. As maiores pressões inflacionárias do mês vieram do setor de serviços (1,61%), energia (0,98%), alimentos, álcool e tabaco (0,36%).

O IPCA de maio registrou variação de 0,58%, superando a projeção de 0,53% do mercado. Com esse resultado, o índice acumulou alta de 3,20% no ano e 4,72% em 12 meses. A maior pressão veio do grupo Alimentação e Bebidas (1,33%) sob o impacto de fatores climáticos, encarecimento de fertilizantes e custos de frete pressionados pelos combustíveis. A segunda maior contribuição veio de Habitação (1,22%), impulsionada pela energia elétrica residencial (3,67%), que representou o maior impacto individual do mês. Em contrapartida, o grupo Transportes registrou deflação de 0,46%, favorecido pelo recuo de 1,95% nos combustíveis.

A reunião do COPOM definiu um corte na taxa Selic de 14,5% para 14,25% ao ano. A decisão foi amplamente discutida pelo mercado, uma vez que os dados refletem um endurecimento macroeconômico, já que as expectativas de inflação para 2026 e para 2027 se encontram acima da meta. Na ata, o COPOM cita a incerteza decorrente dos impactos do conflito no Oriente Médio e expansão fiscal interna. O mercado aguarda mais um corte de 0,25% na próxima reunião.

Em relação aos principais índices de mercado no mês de junho, destacam-se o CDI, com 1,12%, IFIX com -1,21%, o IBOVESPA, com -1,01%, o SMLL, com -3,28%, o MSCI WORLD (BRL), com 1,48%, o IMA-B, com -1,04% e o Dólar (PTAX), com 2,37%.

 

Confira como foi a performance dos indicadores de mercado e a alocação dos Perfis de Investimento da CargillPrev por classes de ativos.

ÍNDICES DE MERCADO CDI Ibovespa
Junho/2026 1,12% -1,01%

CLASSES
DE ATIVOS

RENDA
FIXA

RENDA
VARIÁVEL

MULTIMERCADO EXTERIOR
SUPER CONSERVADOR 100,00% 0,00% 0,00% 0,00%
CONSERVADOR 94,71% 0,00% 5,29% 0,00%
MODERADO 83,20% 9,20% 7,60% 0,00%
ARROJADO 65,50% 23,34% 10,16% 0,00%
SUPER ARROJADO 44,36% 42,51% 13,13% 0,00%
Consolidado Últimos 12 meses

RETORNO ACIMA
DA INFLAÇÃO

PERCENTUAL DO CDI
SUPER CONSERVADOR 14,53% 9,89% 98,33%
CONSERVADOR 13,08% 8,44% 88,47%
MODERADO 13,69% 9,05% 92,65%
ARROJADO 13,95% 9,30% 94,34%
SUPER ARROJADO 14,95% 10,31% 101,15%

Todo mês uma nova análise de investimentos. Acompanhe nosso boletim e aproveite.

Até a próxima,

Eduardo Koga

Diretor de Investimentos CargillPrev

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