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Boletim de Investimentos

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SETEMBRO 2026

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No cenário local, destacamos a reunião do COPOM de 16 de setembro que confirmou a expectativa de redução da meta da taxa Selic para 13,75% ao ano. Sinais de pressão inflacionária foram mencionados na ata da reunião e podem sugerir um cenário mais cauteloso de cortes daqui em diante. O IPCA do mês fechou em 0,82%, acima do que fora projetado pelo mercado, impulsionado pelo aumento nos preços da energia elétrica e dos alimentos, indicando outro ponto de atenção para futuras decisões na política monetária definida pelo Banco Central.

O Ibovespa fechou o mês em alta, com forte entrada de fluxo estrangeiro, ultrapassando a casa dos R$9bi durante o mês. A volatilidade ao longo do mês também foi alta, considerando dados de política monetária, inflação, e crescimento da economia americana, combinados com a variação no preço do barril do petróleo, e as eleições que se aproximam.

Nos Estados Unidos, a reunião do FOMC levou a um aumento na taxa básica de juros para 4% ao ano, com possibilidade de novos ajustes ainda em 2026. A decisão veio em decorrência da inflação em 12 meses estar persistentemente acima da meta de 2% nas divulgações que antecederam a reunião, combinado com o aumento do preço do barril de petróleo, por conta dos conflitos no Oriente Médio. Dados recentes de crescimento na economia indicam um PIB de 2,2% na taxa anualizada, mostrando a resiliência da economia americana, mesmo em cenários desafiadores.

As bolsas americanas tiveram resultados mistos no mês de setembro, com os índices Dow Jones e S&P 500 performando negativamente, em -4,8% e -0,03%, respectivamente, enquanto o Nasdaq entregou performance positiva de 2,92%, motivado pelo avanço das inteligências artificiais. O cenário de pressão inflacionária, somado ao aumento dos juros e incertezas globais foi determinante para a performance negativa de alguns índices.

A inflação anualizada na Zona do Euro subiu para 3,2% em agosto, com perspectiva de novo crescimento para o mês de setembro. O Banco Central Europeu subiu as taxas em 0,25 ponto na reunião de setembro, como tentativa de controle às pressões decorrentes de guerras e impactos inflacionários.

Em relação aos principais índices de mercado no mês de setembro, destacam-se o CDI, 1,08%, IPCA 0,82%, IFIX -0,20%, IBOVESPA 5,03%, SMLL 5,23%, MSCI WORLD (BRL) -0,44%, IMA-B 3,15%, e o Dólar (PTAX) -0,08%.

 

Confira como foi a performance dos indicadores de mercado e a alocação dos Perfis de Investimento da CargillPrev por classes de ativos.

ÍNDICES DE MERCADO CDI Ibovespa
Setembro/2026 1,08% 5,03%

CLASSES
DE ATIVOS

RENDA
FIXA

RENDA
VARIÁVEL

MULTIMERCADO
SUPER CONSERVADOR 100,00% 0,00% 0,00%
CONSERVADOR 94,25% 0,00% 5,75%
MODERADO 81,84% 10,02% 8,14%
ARROJADO 64,56% 25,03% 10,41%
SUPER ARROJADO 41,37% 44,30% 14,32%
Consolidado Últimos 12 meses

RETORNO ACIMA
DA INFLAÇÃO

PERCENTUAL DO CDI
SUPER CONSERVADOR 14,13% 9,56% 97,62%
CONSERVADOR 13,66% 9,08% 94,34%
MODERADO 14,77% 10,20% 102,04%
ARROJADO 15,62% 11,05% 107,90%
SUPER ARROJADO 16,76% 12,18% 115,75%

Todo mês uma nova análise de investimentos. Acompanhe nosso boletim e aproveite.

Até a próxima,

Eduardo Koga

Diretor de Investimentos CargillPrev

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